terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Porquê

Porque se te fores, não levarás uma parte de mim.
Nem uma metade, como se fossemos o yin yang.
Não levarias o preto do branco ou o branco do preto em mim.

Levarias um pouco do azul, do laranja e do vermelho em mim.
Muito do verde e tanto do roxo.
Como uma plasticina misturada de várias cores, levarias muito de mim.

Pedaços, cartilagem, fibra muscular e fiapos de mim.
Sonhos, esperanças, razão de rompante.
O saciar da necessidade básica de viveres em mim.
Minha Alma e meu Amante.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tão

Como é que escrever pode ser tão difícil?
Estou aqui a tentar escrever desde que acordei, mas não me ocorre nada... Sabes porquê?
"As memórias são tantas que temos que esquecer algumas para dar lugar a outras igualmente maravilhosas e únicas."
Às vezes parece que me esqueço das coisas, mas não é verdade, basta um empurrãozinho muito pequenino para me lembrar! Sabes... São tantas as memórias, momentos e experiências maravilhosas passadas junto a ti que o meu CPU cerebral não consegue processar!
Sou mesmo burrinho dizes tu mas o outro diz, "Burro burro mas sabe-a toda!".


You get it, don't you?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pescoço

Sabes bem como eu adoro frango assado e como estou sempre à espera que o almoço seja frango!
E como sabe tão bem quando, depois de acordar cedo e não tomar pequeno-almoço, chegar e ser frango... contigo! Sim, nada melhor do que "frango contigo".

De repente, o frango passa para segundo plano e só te vejo a ti no meu prato. Não estivesse ninguém e estarias logo coberto de cenoura ralada e eu a babar cenoura ralada e... um caos!
Pois, mas limito-me a olhar para a pele do pescoço do pedaço no meu prato e como tudo. Tudo. Tudo dentro do limite, já que nunca posso comer da forma que eu gosto. Triturar. Limpar ossos.

Enquanto te levantas, distraído, e vestes o casaco, não vês o ar maléfico na minha cara, enquanto me ponho atrás de ti e...

domingo, 11 de dezembro de 2011

É Minha

Como um tigre macho
Eu tenho-te como minha fêmea
Para usar e abusar
Fazer-te o que quiser a meu belprazer
Abocanhar esse pescoço
Quando estiver esfomeado
Deitar-te na Posição
E rugir à Escuridão
Dentro da minha grande pata
Eu te tenho, minha e segura
Bem apertada
Quente e bem tratada
Nem sempre sou eu que domino
Também tu me cravas as garras
No lombo, no peito
Rasgando pêlo e musculo
Quando outro macho
Te fareja e para ti caminha
Luto com o forte corpo
E rujo de fúria: "É MINHA!"