Preto era o meu coração antes da tua luz
Todo eu era escuro como o breu
Mas tu viste
E tornaste-te no verdadeiro Eu.
Tiraste-me, resgataste-me
Enquanto eu descia para a minha descida
Rapidamente
Como o sangue que corre pela minha carótida.
Nessa altura era o mártir
Da minha própria crença
Que o amor prevalece
No coração dos verdadeiros da Doença.
Doença sim
Aquela doença preta, negra
À qual chamamos Amor
Aquele delicioso ardor…
Mesmo na minha hora mais negra
Mesmo quando eu tinha sucumbido
Tu apareces na tua tolice
E trazes-me de volta deixando-me agradecido.
Se não fosses tu, onde eu já estava
Minha parvinha e doidinha
Minha coisinha fofa gostosa
Tão doce e tão fogosa!
Estou-te eternamente grato
Meu coração de Leoa
Sou teu durante a nossa vida inteira
E quando a nossa vida acabar, pago a dívida na Morte.
