Tenho medo. Medo do silêncio, medo do eterno silêncio e da eterna escuridão.
Da indiferença.
A tua mão fervente não me toca e os teus lábios não me sabem ao mesmo... A minha bússola não encontra o seu Norte.
Sinto-me como a Ursa Menor sem a Estrela Polar!
A minha boca custa a abrir, pois os grilhões da culpa me prendem as mandíbulas. Não sei o que dizer, não sei o que fazer, custa-me ver o meu gémeo sofrer...
Sinto tremores e frio... Sinto-me a afogar...
Não te vou deixar fugir, não te vou deixar ir embora do mundo que criei só para nós, um mundo secreto em que tu és Rainha e eu o Rei, onde o Universo conspira contra nós e onde nós lutamos contra o Universo!
Um mundo onde tudo envelhece e nós permanecemos eternamente jovens e o nosso amor cresce exponencialmente e temos solução para tudo.
Onde todos os dias de manhã acordas com um tabuleiro na mesinha de cabeceira com uma omelete acabadinha de fazer, uma chávena de leite quentinho e uma rosa com um bilhetinho de amor.

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